Hospitais e centros de saúde usam programas da Microsoft, mas as licenças estão por pagar. A dívida do ano passado já é de sete milhões de euros.

A notícia é do Jornal de Negócios que avança que os centros de saúde e hospitais espalhados pelo país não têm em dia as contas relacionadas com o licenciamento de programas da Microsoft.
O mesmo jornal explica que as dívidas foram sempre assumidas pelo Ministério da Saúde. No entanto, o processo foi alterado e são as unidades de saúde que estão agora a ser confrontadas com esse custo. O Jornal de Notícias refere que a dívida referente a 2011 já passa os sete milhões de euros.
A Exame Informática pediu um comentário, por e-mail, a Patrícia Fernandes, Public Relations, Citizenship & Corporate Image Manager da Microsoft Portugal, que não pode comentar detalhes sobre a relação da empresa com os seus clientes, mas avança que a Microsoft não mudou nada na sua política de licenciamento nem aumentou o preços das licenças contratadas.
"A Microsoft não comenta publicamente detalhes da esfera privada do seu relacionamento comercial com clientes, porque a isso está obrigada, não apenas por questões éticas, mas até por cláusulas contratuais.
Por isso, não posso confirmar valores, mas direi que estamos a trabalhar no terreno com todas as entidades de modo a encontrar uma solução justa e exequível. Somos uma empresa responsável, consciente do momento que o país atravessa, por esse motivo, como é natural, nenhum serviço crítico de assistência médica que dependa no nosso software cessará prejudicando vidas, porque possam existir questões em aberto no domínio do licenciamento.
Confirmo contudo que não houve qualquer alteração por parte da Microsoft nos termos do licenciamento, nem tão pouco existiu qualquer incremento de preços (nomeadamente com o início do ano). Os nossos contratos são extremamente flexíveis e temos casos em que é mais vantajoso para o cliente fazê-los centralizados, temos outros casos em que preferem que seja descentralizado. A Microsoft normalmente adapta-se a todos os pedidos, procurando disponibilizar o seu software da forma mais vantajosa possível para as empresas e entidades locais com quem trabalha."